Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1929. In-4º de 137-(3) págs. Encadernação meia francesa com cantos em pele natural, lombada de 6 casas abertas decorada a ouro e dizeres dourados. Dois recortes de periódicos colados na folha de guarda final. Ex-libris camoenano. Parte das folhas por abrir. Preserva as capas de brochura e corte superior das folhas carminado. BONITO EXEMPLAR.
A iniciativa desta esmerada edição pertenceu à Real Academia Espanhola. Impressão a duas cores, negro e vermelho sobre papel aveludado. No final da obra, apresenta-se um utilíssimo Indice de Palabras y Materias Citadas.
Conjunto de composições poéticas que têm como modelos os seus mestres Petrarca e Garcilaso de Vega. Estes sonetos, canções, odes, elegías e éclogas foram atribuidas a Camões por Faria e Sousa refletem a forte influência da cultura renascentista peninsular. Apresentam comentários críticos e filológicos, eruditos e exaustivos, com edição anotada por Marques Braga. Os Autos aqui apresentados correspondem a Enfatriões, Filodemo e El Rei Seleuco.
Descrição:
Edição da Agência Geral das Colónias Comemorativa do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, Lisboa, 1940. In-8º de 157-(5) págs. Brochado. Exemplar ipecável com miolo ligeiramente salpicado com foxing. Muito ilustrado com reproduções de portadas das edições apresentadas. Rúbrica de posse no ante-rosto.
De elevado interesse, pela especialização temática, enquanto ferramenta de consulta e investigação de raras edições quinhentistas a setecentistas.
Do prêmbulo: " ... Em Janeiro de 1934 realizou-se na antiga Biblioteca da Escola Naval uma «Exposição dos Roteiros portugueses até 1700». O exame comparado das preciosas obras, ali expostas, incitou-me a verbetá-las; daqui a origem da Bibliografia Náutica até 1700, que publiquei em Apêndice à 1ª edição de A Marinharia dos Descobrimentos (1934 ). (...) A presente obra, que é uma modificação e ampliação da Bibliografia de 1934, vai ilustrada com as gravuras dos rostos e outras dos Livros impressos até 1700 - com excepção apenas de dois, hoje perdidos. ..."
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1893. In-8º de (8)-851-(1) págs. Encadernação artística assinada Dosil-Porto inteira de pele azul, com cercadura simples dourada em ambas as pastas, lombada com 6 casas fechadas, decoração vegetalista com ferros de canto e florão central, e ainda com dizeres também dourados. Cadernos todos por abrir, com apenas ligeiríssimo e insignificante aparo, sem afectar o efeito das margens "jumbo", desencontradas. Ostenta um ex-libris de camoneano portuense. Preserva as capas de brochura (ligeiramente empoeiradas) pontualmente com restauro marginal. Exemplar MUITO LIMPO, com miolo quase pristine.
- EDIÇÃO DE LUXO, de elevado primor na execução gráfica, com frontispício e letras capitulares impressas a duas cores, a negro e vermelho, ricamente adornada com cabeções de enfeite e florões de finissimo desenho.
- Exemplar de EDIÇÃO ÚNICA e da tiragem numerada de 30 exemplares em papel-de-linho-portuguez (azul) pertencente, por atribuição do autor, à escritora MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO.
Obra constituída por trinta e quatro (XXXIV) endechas (estrofes de quatro versos), seguidas das respectivas traduções e antecedidas por um Preâmbulo. De págs. 271 em diante: ENDECHAS A BARBARA ESCRAVA — Texto Camoniano e Traduções: TEXTO PORTUGUEZ DE LUIZ DE CAMOES seguindo-se as 117 traduções em línguas e dialectos distintos (ver na secção "observações deste verbete a autoria das traduções, assim como os respectivos idiomas e dialectos). De págs. 781 seguem-se «Páginas Appendiculares»; «Index-Summario das matérias»; «Índice Onomástico das pessoas e das entidades mythologicas neste livro citadas».O poema aqui referido - Pretidão do Amor -, encontra-se quase no fim do livro Rhytmas de Lvis de Camões (1595) no fólio 159 (de 166). Todo o livro, nos seus géneros poéticos canónicos (sonetos, canções, etc.), enaltece uma figura feminina de classe aristocrática, elogiada pela sua brancura de neve e pelos seus cabelos louros. Mas no fólio 159, porém, deparamos com uma figura feminina bem diferente a quem Camões dedica estas endechas e a mulher por quem ele se declara apaixonado é negra.
Segundo Brito Aranha ( Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XX e XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911 e 1906) "... a impressão d'este livro começou a 10 de junho de 1893, commemorando o 313.º anniversario do passamento de Luiz de Camões, e finalisou em 31 de dezembro de 1895, commemorando-se tambem por esta fórma a empreza do livreiro-editor Estevam Lopes em mandar imprimir no prelo de Manuel de Lyra, em 1595, pela primeira vez, as Rhytmas de Lvis de Camões ...".
Frederico Lourenço considera, Pretidão de Amor ser um poema onde Camões salienta o estatuto de pessoa escravizada " ... mercê do seu amor por uma escrava, ele incorpora a identidade da amada como pessoa escravizada e define-se a si mesmo como escravo ...".
Xavier da Cunha (1840-1920) foi conservador da Biblioteca Nacional de Lisboa, foi ainda escritor, poeta e bibliógrafo. Publicou poesia lírica sob o pseudónimo de Olímpio de Freitas. As suas obras foram compiladas num volume, em 1910, com prefácio do próprio. Pretidão de amor é uma das suas obras mais conhecidas.
Descrição:
Na Typographia de J. F. Sampaio, Lisboa, 1839. In-8º de VI-162-(8) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele mosqueada com cantos, lombada em 5 casas abertas com florões dourados e rótulo de pele vermelha com dizeres, também dourados. Nítida impressão, de bonito efeito gráfico ao gosto romântico, sobre papel sonoro, de boa qualidade e gramagem. Rúbrica de posse no frontispício.
Obra publicada anónimanente e atribuida a António Augusto Correa de Lacerda (?-1868). Publicou duas obras, incluindo a que ora se apresenta, dividida em 5 cantos. Dom Sebastião é uma fantasia histórica sobre a morte do rei em que o autor narra como o Rei D. Sebastião, após sua derrota em África, é acolhido como guerreiro desconhecido pela família de um jovem árabe que fora salvo por ele em combate. Um amigo da família, filho de um português feiticeiro exilado, é pretendente da irmã do jovem salvo pelo rei, uma cantora que se apaixona por Sebastião. O pretendente, que quer usar o poderoso prisioneiro para ascensão política, força a família a entregá-lo, mas essa resiste e pega em armas para defender o hóspede, que acaba por morrer em combate ao final do poema. A narrativa encerra com o discurso arrependido do espectro do rei e a criação da sua volta no imaginário popular.
Obra com interesse para a história do Romantismo, dado o género romance, no sentido de poema narrativo longo de matriz medieval, foi tomado como modelo para a renovação literária, e no qual se encaixa o título que ora se apresenta.
NÃO REFERIDO NAS PRINCIPAIS BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS
Descrição:
Na Officina de João Evangelista Garcez, Lisboa, 1808. In-8º de 83-(2) págs. Encaderrnação moderna, meia inglesa com cantos em pele, dizeres dourados na lombada. restauros no canto superior direito da obra.
Invulgar obra e de elevado interesse.
Obra publicada numa altura em que a questão do Sebastianismo veio a lume com as Invasões Francesas. O autor desta publicação anónima é Pedro José de Figueiredo (1762-1826) filho de Caetano José de Figueiredo, cirurgião da câmara da rainha D. Maria. Estudou, e depois ensinou, latim, grego, filosofia e retórica, especializando-se em filologia. Foi correspondente e corretor tipográfico na Academia das Ciências de Lisboa, da qual também fez parte como sócio efetivo. Integrou comissões literárias destinadas à revisão de livros e outros documentos para impressão. Autor da célebre «Arte da grammatica portugueza…», publicada pela Impressão Régia em 1799 produziu obra consideraável ao longo de uma dezena de títulos.
Inocêncio VI, 415 afirma ter observado apenas um exemplar que estava nas mãos do seu colega José Pedro Nunes.
Descrição:
continuação do título:
... em a qual se responde a Hieronymo Franqui, e a outros, e se trata do successo da batalha, catiueiro, e dos que nelle padeceraõ por não serem mouros, com outras cousas dignas de notar. Copiado fielmente da ediçaõ de Lisboa de 1607. Por Bento Joze de Souza Farinha.
Na offic. de Joze da Silva Nazareth, Lisboa, 1785. In-8º de (20)-275 págs. Cartonagem coeva com papel marmoreado, com rótulo de papel manuscrito na lombada. Este exemplar foi do eminente bibliófilo, intelectual e pensador português Joaquim de Carvalho (carimbos de posse. Mancha de humidade ao longo de metade superior do terço final da obra. Restauros antigos nas duas primeiras folhas. SEGUNDA EDIÇÃO.
Ávila Perez, 4917.
Azevedo Samodões, 2077.
Conde de Ameal, 1520. ( "...é sem dúvida, uma das obras mais interessantes e que mais luz jorram sobre a infeliz e trágica jornada de Alcacer-Kibir e sobre as causas que lhe deram origem ..." ).
Conde da Folgosa, 2801 (obra rara)
Inocêncio III, 270 diz-nos: "... Jernonymo de Mendonça, natural do Porto, e um dos que acompanharam a Africa elrei D. Sebastião, ficando captivo na batalha de Alcacerquibir. Depois de resgatado voltou para Portugal, onde escreveu como testemunha ocular d'aquelles sucessos a obra seguinte, que dedicou a D. Francisco de Sá e Menezes, senhor de Penaguião, em 20 de Janeiro de 1607. (D'aqui se tira a pouca verdade e fundamento com que Agostinho Rebello da Costa na sua Descripção da cidade do Porto o dá falecido em 1590). (...) A obra gosa de estimação pela sua linguagem e estylo, e parece escripta em geral com sinceridade e bom conhecimento da materia. ...".
Monteverde, 3519.
Pinto de Matos, 397.
A obra relata a jornada do autor por África, onde ele descreve suas experiências e observações sobre a fauna, a flora e a cultura dos povos africanos. O livro está dividido em três partes, com a seguinte estrutura: o Livro Primeiro, dividido em 7 capítulos, narra as "rezões que teve el Rey dom Sebastião pera passar a Berberia", a partida da armada, a batalha, e seu fim. O livro Segundo, dividido em 18 capítulos, conta o que resultou desta batalha, da repartição dos cativos, da vida destes em Marrocos, entre árabes, Judeus e "Elches". Das fugidas e dos resgates. O livro Terceiro, dividido em 15 capítulos, evoca a "Vida & morte" dos "sete moços" martirios, Francisco da Esperança, Simão de Freitas, Fernão Gines, João Frances, Domingos, Amaro, e Antonio da Silva
A Jornada D'Africa é uma obra de interesse ao entendimento da visão europeia sobre a África no século XVI em que Jerónimo de Mendonça procurou aqui contestar as afirmações de Connestagio no seu livro «Dell’Unione del regno di Portugallo alla corona de Castiglia…»
Descrição:
Edição da Agência Geral das Colónias Comemorativa do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, (Lisboa), 1940. In-4º de XI-242-(1) - (1) gravura extra- texto + 5 Fig.s extra- texto. Brochado, capas e miolo com imperceptíveis picos de humidade mariginais próprio da qualdiade deste papel hidrófilo.
Edição realizada a partir do manuscrito existente na Biblioteca Vaticana,com obras anónimas sobre navegação, Regimentos do Sol, da Polar, e do Cruzeiro, tratado da agulha de marear, uma carta de marear, roteiros, um diário de navegação de André Vaz de 1538, e por último o diário de Navegação de Bernardo Fernandes de 1548.
Na nota introdutória, Fontoura da Costa diz-nos que todas estas obras são importantes, mas os dois diários de navegação são: «excepcionalmente valiosos, com observações pessoais do maior interesse náutico».
Invulgar.
Descrição:
Officina de Filippe da Silva e Azevedo, Lisboa, 1785. In-8º de (18)-287 págs. Enc.
Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Impressão nítida sobre papel de boa qualidade, preservando a sonoridade original. Bonitas letras capitulares xilográficas e cabeções tipográficos de enfeite. Carimbo heráldico de posse, a óleo, no frontispício. Canto inferior com falha de papel sem afectar a mancha tipográfica. Imperceptível trabalho de traça, junto à lombada, das páginas 59 a 84, sem qualquer prejuízo da mancha tipográfica. Etiqueta de ordem de biblioteca à cabeça da lombada. Canto inferior direito com ligeira falta de pele.
Trata-se da PRIMEIRA OBRA publicada em Portugal pelo PRIMEIRO FEMINISTA PORTUGUÊS (séc. XVI), e aqui que se apresenta em segunda edição. Constitui também a primeira obra na história da tipografia portuguesa publicado por um açoriano.
Ávila Perez, 3346 (considera RARA)
Catálogo dos impressos de tipografia portuguesa do século XVI: a colecção da Biblioteca Nacional, nº 298.
Inocêncio VII, 189.
A obra encontra-se omissa nas restantes bibliografias consultadas. Conhecem-se exemplares desta segunda edição, na Biblioteca Nacional e na Biblioteca João Paulo II (UCP).
Descrição:
Editorial Imperio, Lisboa, 1943. In-4º oblongo de 470 págs. Cartonagem editorial com pastas ilustradas com ex-libris do autor (e aqui também editor) e impressas a negro sobre papel vermelho. Muito bom exemplar com pasta anterior ligeiramente descolorido por acção directa da luz.
Nítida impressão sobre papel de qualdiade superior e elevada gramagem, em papel do Prado. Profusamene ilustrado ao lobgo do texto e em separado com os fac-símiles dos desenhos do manuscrito guardado na Torre do Tombo com designação «Caixa Forte, Ms. 159» (ou PT/TT/CF/159) e com um mapa com distribuição das fortalezas em Portugal.
Descrição:
Penguin Books, 2005. In-4º de 782 pigs. Brochado.
Descrição:
CNCDP, Lisboa, 2001. In-4º de 191 págs. Encadernação editorial ilustrada, reproduzindo cartografia, desenhos e manuscritos antigos do séc. XVI.
A transcrição e fixação do texto do manuscrito de Saragoça a cargo de Pedro Moreira e João Carlos Oliveira.
Cuidada e valiosa edição de manuscritos inéditos, de grande riqueza e pioneirismo efectuada por uma figura que conheceu a língua local. Apresenta descrições sociais, de usos e costumes de Ceilão.
Descrição:
Oficinas sa Secção de Publicidade do Museu Comercial, Lisboa, 1923. In-8.º de XXIII-160-IX págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele cor de mel, com cantos, casas abertas e rótulo de pele vermelha na lombada com dizeres dourados. Preserva as capas de brochura e inteiramente por aparar, mantendo intactas as grandes margens desencontradas. Apresenta uma garvura represenatdno o Paço da Ribeira elaborada por Alberto Sousa.
Apresenat encadernado junto, em posição frontal, um folheto 24 págs intitulado A Psicologia Portuguesa na Litertatura
Descrição:
Livraria Cruz, Braga, 1929. In-8º de 376-(4) págs. Encadernação inteira de percalina azul. Conserva capas de brochura e exemplar com ligeiro aparo generalizado. Ilustrado em extra-texto. Capa com raros picos de acidez na capa. Miolo muito limpo. Ostenta elegante ex-libris heráldico exectudado por Paes Ferreira do Amaral.
Invulgar.
Descrição:
Universidade de Coimbra, Coimbra, 1967. In-8º de CXLV-257-(1) págs. Brochado (com picos de humidade). Miolo muito limpo.
Ostenta uma dedicatória autógrafa de Giacinto Manupella e Salvador Dias Arnaut.
Considerado o MAIS ANTIGO LIVRO DE RECEITAS PORTUGUESAS, aqui publicado pela primeira vez.
Descrição:
Universidade de Coimbra, Coimbra, 1967. In-4.º de X-650 (1) págs. Brochado. Cadernos por abrir. Ilustrado com o retrato de Estevão Rodrigues de Castro.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1907. In-8º de 39 págs. Br. Capa de brochura com alguns picos de acidez e uma pequena mancha de água marginal.
PRIMEIRA EDIÇÃO.