Descrição:
Tipografia Popular, Figueira (da Foz), 1925. In-8º de 65-(1) págs. + 9 ilustrações. Brochado. Nítida impressão sobre papel de linho, de superiro gramagem e capas de brochura com insiginificantes defeitos de manuseamento.
Exemplar tiragem especial de 25 , numerados e destinados a ofertas, tal como declara o autor no cólofon. Este leva o número 8 e ostenta uma dedicatória autógrafa ao seu amigo Engenheiro Silvicultor Chefe Barjona de Freitas. As ilustrações sobre papel couché correspondem a reproduções fotográficas da sua própria autoria.
A Serra da Boa Viagem, promontório localizado a norte da foz do Mondego, unidade geomorfológica responsável pelo seu estuário, encontrava-se despedia de vegetação arbórea até o início do séc. XX . Esta publicação documenta todo o processo, do esforço técnico e humano, para florestar a área alongando-se para um sector dunar localizado a norte da Serra. A execução da obra iniciou-se em 1911 e corresponde a uma área total de mais de 400 hectares arborizdos, fixando os solos e protegendo as populações locais do avanço dunar.
Trabalho fundamental que veio aproveitar posteriomente para a sua tese de doutoramento publicada em 1932, numa edição de autor.
BN - S.A. 16836//2 V
Bib Municipal da Figueira da Foz, 5-17-5-77 & F.630.2
Descrição:
Imprensa Patria, Ovar, 1921. In-8º de 38 págs. Brochado, com capa de brochura ilustrada ao gosto modernista art-deco com motivo de floresta hamoniosa em ambiente dunar. Com sublnhados e apontamentos à margem a lápis. Vestígio de fita gomada na acapa anterior provocado por etiqueta de ordem de biblioteca privada.
PRIMEIRA EDIÇÃO com uma dedicatória autógrafa. Preserva uma folha volante da Misericórida de Ovar, datada de 1921, a respeito desta obra de Arala Pinto como forma de " ... crear o amor pela árvore e favorecer os nossos pobresinhos ...".
Esta monografia foi elaborada com intento de conscencialização e apelo à arborização, e protecção do património arbóreo de Portugal. Conheceu uma segunda edição em 1935 e uma terceira em 1952, ambas ilustradas.
Da segunda edição desta obra, publicada em 1935, o autor introduz esta monografia da seguinte forma (não publicado nesta primeira edição): " ... Foi em 1921, no monumental Pinhal de Leiria, essa mancha de arvoredo nascida de um mar de areia nos tempos já distantes do rei Lavrador, que mais se robusteceu a minha vida silvícola. Desde então, converti-me em sacerdote druida e tangi os sinos da «Catedral vêrde e sussurrante » de que nos fala Afonso Lopes Vieira, chamando os rapazes da minha terra para a Religião do Bem, e ofertei-lhes o meu pequeno catecismo « As Árvores».
Em 1922, envaidecido, como todos os portugueses, com o feito de Coutinho e Cabral, repiquei de novo os sinos da arborização, lembrando no jornal «Diário de Lisboa» n.° 327 do mesmo ano, que a forma mais linda de perpetuar aquele feito da navegação aérea seria anexar, a cada escola primária, um parque infantil com o nome dos gloriosos aviadores, onde houvesse um dia sombra de arvoredo, frutos e flôres. E vi, em sonhos, a criação, nas Escolas Normais, de uma cadeira de Agricultura Prática. Os professores, estagiando nos perímetros florestais e postos agrários, iriam depois espalhar, por todos os cantos do País, os conhecimentos práticos assim adquiridos. Cheguei a ver os rapazes das escolas, os futuros homens de Portugal, marcharem de sacho ao ombro a despertar a terra na cava do milho ou do feijão, ou a abrirem, com dois meses de antecedência, as covas para a plantação de árvores. ... "
Descrição:
Tipographia Corrêa & Raposo, Lisboa, 1914. In-8º de 52 págs. Brochado. Frontispício com assinatura de posse. Capa de brochura com uma etiqueta de ordem de biblioteca privada.
Trata-se de uma Dissertação Inaugural apresentada ao Conselho Superior do Instituto de Agronomia. Este trabalho vem a propósito do aumento da solicitação das linhas ferroviárias no país, com necessidade de recorrer a travessas de madeira importadas. As árvores exóticas abordadas na monografia referem-se às de grande porte tais como Abetos, Cedros, Cyprestes, Crypomérias, Choupos, Eucaliptos, Piceas, Pinheiros Ínsignes e Sequóias.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1890. In-4º de 48-(1) págs. Encadernação moderna em percalina grenat com dizeres dourados na lombada. Preserva as capas de brochura e com uma dedicatória autógrafa ao Agrónomo-escritor Carlos de Sousa Pimentel.
Dissertação apresentada ao Conselho da Escola Polytechnica de Lisboa, no concurso para o provimento do lugar de lente substituto da 9ª cadeira. Constitui um trabalho pioneiro sobre esta família de monocotiledóneas que hoje se conhecem bem e se distribuiem por 9 géneros e 230 espécies distintas.
O prefácio diz-nos o seguinte: " ... O trabalho que, decerto, mais interessa na actualidade a botanica por-tugueza é a publicação de uma Flora, onde sejam enumeradas e descriptas as especies espontaneas do paiz e as de mais vulgarisada cultura.
Emquanto nas outras nações se sucedem os livros d'esta natureza, sem interrupção, procurando tornar de cada vez mais exacto e mais minucioso o conhecimento das plantas indigenas, nós só possuimos um unico livro completo sobre o assumpto, e que, embora de altissimo valor, tem a data de 1804.
Nos ultimos tempos, felizmente, graças ao zelo dos professores de bo-tanica da Escola Polytechnica de Lisboa e da Universidade de Coimbra, têem-se acumulado nos respectivos gabinetes riquissimos materiaes, fructo de numerosas. herborisações, e que vão ser a base, n'um futuro mais ou menos proximo, da desejada revisão da nossa flora; d'esta afirmativa são um testemunho seguro as bellas monographias de varias familias já dadas a publico.
Tendo eu de escolher materia, de entre as questões mais importantes da botanica, para a dissertação que hei de apresentar ao conselho da Escola Polytechnica, entendi dever preferir o estudo de uma familia de plantas portuguezas, como sendo o que está mais em harmonia com esse maior desideratum actual d'esta sciencia entre nós. ..."
Descrição:
Publicações da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, Lisboa, 1951. in-8º de 68 págs. numeradas de 258 a 327 (trata-se de uma separata factícia). Brochado com capas manifestando alguma acidez e com vestígios de fita gomada no pé da lombada. Com uma dedicatória autógrafa. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade ricamente ilustrada com diversidade de espécies de eucaliptos, tipos de sementes de cada uma das espécies descritas, quadros e gráficos estatísticos.
Descrição:
Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1880. In-8º de 98-(2) págs. Encadernação artística inteira de pele fina, lombada a 5 nervos dourada em casas fechadas, dourados também nos nervos, seixas e pastas com cercadura tripla. Corte superior das folhas com dourado. Preserva as capas de brochura. Preserva ainda uma folhinha volate de erratas que normalmente falha (mencionado por Inocêncio). Ocasional foxing exclusivo à capa de brochura e ante-rosto.
BELO EXEMPLAR, de colecção, da INVULGAR edição original.
Trata-se de um estudo lido na sessão solene da Academia Real das Ciências em 9 de Junho do ano em que foi publicado. Francisco Manuel Carlosde Mello (1837-1903), 4º Conde de Ficalho, foi um ilustre botânico português e escritor naturalista na temática das viagens e descobrimentos portugueses. Flora dos Lusíadas constitui a sua primeira obra publicada.
Inocêncio XV, 105 e 174.
Não referido nas bibliografias consultadas.
Descrição:
Ex Typographia Regia, Lisboa, 1804. In-8º de 2 volumes com XVIII-607 & 557-(1) págs. respectivamente. Encadernação coeva, meia inglesa em pele azul escura, com dizeres dourados na lombada, limitadas por ferros corridos, também a ouro e a sêco. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade, mantendo-se a sonoridade original do papel. Etiquetas de ordem de biblioteca no pé da lombada. Charneiras de ambos os volumes com alguma e insignificante fragilidade, provocada pelos ciclos de abertura e fecho, durante o manuseio da obra. Pé da lombada do segundo volume fissurado na charneira, sem perder qualquer função estrutural de suporte do livro. Segundo volume com uma ténua e quase imperceptível mancha de humidade, à cabeça e circunscrito às primeiras 20 páginas.
Considerada a primeira flora portuguesa, este título é uma obra de botânica descritiva, em latim, com recurso ao sistema de Lineu. Apresenta 1885 espécies, muitas delas desconhecidas então para a ciência, tendo também sido nela realizada pela primeira vez uma nomenclatura botânica portuguesa.
Estando na época anunciada a publicação de Flore Portugaise por parte dos botânicos Link e Hoffmansegg, a publicação da Flora Lusitanica, foi acelerada por ordem do governo, pelos então ministros D. Rodrigo de Sousa Coutinho e D. João d'Almeida de Mello e Castro como oposição de Domingos Vandelli e do P. Velloso.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra classificada como um importante marco na botânica nacional e da ciência portuguesa em geral.
Inocêncio II, 259
Sousa da Câmara, 459 (muito raro)
Descrição:
Ministério da Agricultura e Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, 1937. In-8.º de 15 págs. Br.
Descrição:
Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1947. In-8º de 301-(1) págs. Br.