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Imprensa Patria, Ovar, 1921. In-8º de 38 págs. Brochado, com capa de brochura ilustrada ao gosto modernista art-deco com motivo de floresta hamoniosa em abiente dunar. Com sublnhados e apontamentos à margem a lápis. Vestígio de fita gomada na acapa anterior provocado por etiqueta de ordem de biblioteca privada.
PRIMEIRA EDIÇÃO com uma dedicatória autógrafa. Preserva uma folha volante da Misericórida de Ovar, datada de 1921, a respeito desta obra de Arala Pinto como forma de " ... crear o amor pela árvore e favorecer os nossos pobresinhos ...".
Esta monografia foi elaborada com intento de conscencialização e apelo à arborização, e protecção do património arbóreo de Portugal. Conheceu uma segunda edição em 1935 e outra em 1952, ambas ilustradas.
Da segunda edição desta obra, publicada em 1935, o autor introduz esta monografia da seguinte forma (não publicado nesta primeira edição): " ... Foi em 1921, no monumental Pinhal de Leiria, essa mancha de arvoredo nascida de um mar de areia nos tempos já distantes do rei Lavrador, que mais se robusteceu a minha vida silvícola. Desde então, converti-me em sacerdote druida e tangi os sinos da «Catedral vêrde e sussurrante » de que nos fala Afonso Lopes Vieira, chamando os rapazes da minha terra para a Religião do Bem, e ofertei-lhes o meu pequeno catecismo « As Árvores».
Em 1922, envaidecido, como todos os portugueses, com o feito de Coutinho e Cabral, repiquei de novo os sinos da arborização, lembrando no jornal «Diário de Lisboa» n.° 327 do mesmo ano, que a forma mais linda de perpetuar aquele feito da navegação aérea seria anexar, a cada escola primária, um parque infantil com o nome dos gloriosos aviadores, onde houvesse um dia sombra de arvoredo, frutos e flôres. E vi, em sonhos, a criação, nas Escolas Normais, de uma cadeira de Agricultura Prática. Os professores, estagiando nos perímetros florestais e postos agrários, iriam depois espalhar, por todos os cantos do País, os conhecimentos práticos assim adquiridos. Cheguei a ver os rapazes das escolas, os futuros homens de Portugal, marcharem de sacho ao ombro a despertar a terra na cava do milho ou do feijão, ou a abrirem, com dois meses de antecedência, as covas para a plantação de árvores. ... "