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Estúdios Cor, Lisboa, 1962. In-8º de 389-(1) págs. Brochado.
Impecável; não fosse o ligeiro foxing que a brochura apresenta na lombada, este exemplar teria a classificação de pristine.
PRIMEIRA EDIÇÃO, do livro massivamente apreendido poucos dias após o seu lançamento, pelo regime de Marcello Caetano, considerado com "conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública". A obra foi imediatamente proibida e recolhida pela PIDE/DGS das livrarias. A obra é resultado de um trabalho colectivo de escrita por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, e conhecidas como as "Três Marias". Integrada na Coleção «Serpente» , sendo seu número inaugural, a obra teve Natália Correia na direção literária, que insistiu em publicar o texto na íntegra, recusando-se a realizar os cortes sugeridos pela censura.
As autoras e o editor foram alvo de um mediático processo judicial, tendo iniciado o processo das "Três Marias"em outubro de 1973 e ganhou uma enorme projeção internacional, tornando-se na primeira grande causa feminista global, apoiada por figuras como Simone de Beauvoir e Marguerite Duras. O processo acabou por ser extinto e anulado após a Revolução de 25 de Abril de 1974, permitindo que o livro voltasse a circular livremente a partir da sua segunda edição
PEÇA DE COLECÇÃO.