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Em Casa de J.P. Aillaud, Paris, 1826 a 1834. In12º de 6 volumes com (3)-CXXXIV-284, (3)-455, (3)-464, (3)-447, 83)-456-(2) e (3)-379-(1) respectivamente. Encadernações coevas, meia inglesa em pele cor de mel, com filetes simples dizeres dourados na lombada em 5 casas abertas, ao gosto da época. Todos os exemplares com ex-libros da antiga biblioteca privada do eminente bibliófilo e filósofo Prof. Joaquim de Carvalho, e frontispício de todos os volumes com carimbo a óleo de posse. Alguns cantos ligeiramente amassados, raros, pequenos e insignificantes defeitos de manuseamento.
MUITO BONS EXEMPLARES, de RARO APARECIMENTO NO MERCADO quando completo como o nosso, apresentando encadernação uniforme e corrida. É especialmente raro de aparecer junto da colecção do Parnaso o seu 6º e último volume, dado o desfazamento temporal da sua publicação em cerca de sete anos. Este volume integra os Satyricos nomeadamente os poemas herói-cómicos O Hyssope de António Diniz da Cruz e Dilva, Sátiras de Tolentino de Mendonça e o Reino da Estupidez do poeta satírico brasileiro Francisco de Melo Franco.
As 134 páginas preliminares do primeiro volume encerram a) dedicatória do editor à Rainha D. Maria II; b) Prólogo a quem ler; c) Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa da autoria de Almeida Garrett em que coloca uma clara linearidade e diacronia dos poetas; d) uma epístola em verso de Filinto Elísio - Da Arte Poética e da Língua Portuguesa.
Esta edição de pequeno formato (não se conhece outra) encerra uma escolha variada de poesia portuguesa dos séculos XVI a inícios do século XIX, sendo considerado muito importante para o estudo da literatura portuguesa e da visão crítica dessa produção poética defendida por Garrett e pelos estudiosos do século XIX. Da particular interesse na 1) formação do cânone brasileiro no arcadismo na historiografia da literatura brasileira (1757-1827); 2) encerra fragmentos de Teresa Josefa de Mello Breyner, dramaturga que, em pleno século XVIII, recebeu o prémio pela autoria da melhor tragédia atestando o prestígio alcançado pelo género entre a elite literata.; 3) promovia o diálogo literário entre a Portugal e Brasil 4) motivou a publicação, dois anos depois, do Parnaso Brasileiro, organizada por Januário Cunha Barboza.
Organizada por géneros poéticos, esta antologia começa com a épica de Camões, Corte Real, Luís Pereira, Sá de Meneses, Vasco Mouzinho de Quevedo, Gabriel Pereira de Castro, Francisco Rodrigues Lobo, José Agostinho de Macedo, e depois inclui poemas descritivos e didáticos, herói-cómicos, bucólicos, sonetos, poesias líricas, odes, e extractos de peças de teatro em verso, como a Castro de António Ferreira, quase completa e peças de Camões. Como poetas oriundos do Brasil, apresenta textos de Durão, Basílio da Gama, Pereira Caldas, Cláudio Manuel da Costa, José Bonifácio, Borges de Barros e Canuto Forjó. Organizção individual de cada um dos tomos: Vol. I — Épicos; Vol. II — Descritivos, etc. — Metamorfoses — Heroi-cómico — Bucólicos — Idílios. Vol. III — Epigramáticos — Satíricos — Líricos. Vol. IV — Líricos — Fabulistas — Epistolares. Vol. V — Epistolares — Pastorais — Dramáticos. Vol. VI — Satíricos.
O Parnaso Lusitano pode ser considerado obra inaugural dos cânones seletivos luso-brasileiros, e é também um texto fundamental para a compreensão da expressiva tradição da crítica poética existente em Portugal. Foi também obra indispensável e como tal sempre presente nas grandes e imponentes bibliotecas privadas portuguesas, como atesta as referências bibliográficas seguintes.
Aulo-Gélio, 2694 (...especialmente raro com o 6º volume ...)
Ávila Perez, 5588 (...raro...)
Cândido Nazareth, 5093 (... com falta do último volume ...)
Inocêncio VI, 339-348.
Laureano Barros, 4271
Monteverde, 3981
Nepomuceno, 1264
Santos Motta, 1864
Sousa da Câmara, 2165 (... rara ... )