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Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, Lisboa, 1706. In-8º de (16)-555 págs. [*1-*8, A1-Z8, Aa1-Mm8]. Encadernação séc. XIX inteira de pele marmoreada, lombada lisa dividia em 5 casas abertas, com filetes triplos e florões decorativos ao gosto romântico, dizeres dourados sobre rótulo de pele castanha. Corte das folhas salpicado a carmim. Frontspício ligeiramente manchado. Assinatura de posse coeva no frontspício e rubrica de posse mais moderna na folha de guarda. Três ex-libris distintos, de épocas igualmente distintas. BOM EXEMPLAR.
TRATA-SE DO PRIMEIRO COMPÊNDIO ESCOLAR DE HISTÓRIA utilizado no Brasil escrito no Colégio Jesuítico da Bahia nos finais do século XVII e impresso em 1706.
Borba de Moraes - I,111.
Inocêncio - VIII, 242.
O P. António Maria Bonucci (1651-1728) foi um importante missionário jesuíta no Brasil, chegando a ser secretário do P. António Vieira de quem fez recolha e cópias de cerca de 300 cartas e enviou ao Papa Clemente XI.
"... A publicação deste livro veio preencher uma necessidade advinda da implantação de cursos autónomos de História nos Colégios da Companhia de Jesus no Brasil. A junção da história sacra e profana é uma característica presente neste manual, que se ocupa principalmente em contar a história sacra, a história da Igreja e a história das monarquias modernas, e talvez por isso que tenha recebido pouca atenção por parte dos historiadores da educação, no período colonial, especialmente ao que corresponde ao período da atuação da Companhia de Jesus (1549-1759) ...". (Flávio Ruckstadter, & Vanessa Ruckstadter, São Paulo, 2012).
Inocêncio (t. VIII, p. 242) diz-nos tratar-se de um livro de fraca utilidade e possui " ... um exemplar há muitos annos comprado por um preço insignificantes e creio que outros dormem em boa paz nas lojas dos livreiros...". No entanto, tem intersse por ser o primeiro compêndio escolar de história utilizado no Brasil.