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Na officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1761. In-8º de 2 vols. com XVI-169-III e IV-184-XIV respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira, um pouco coçaca nos cantos e charneira, lombada com 4 nervos, decoração vegetalista bem ao gosto da época, dourada em casas fechafas e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Guardas coevas em papel pintado em tina manual. Papel saudável mantendo a sonoridade original. Pequena falta de pele no pé da lombada. Mancha de humidade no canto inferior direito das páginas preliminares. Duas rúbricas de posse, uma coeva no verso da folha de guarda, outra moderna, no frontispício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, MUITO RARA, não referida nas principais bibliografias consultadas de imponentes colecções de livros antigos.
Aulo-Gélio, 3070: bastante rara
Esta primeira edição não vem referida em Ávila Perez (p. 689)
Inocêncio II, 196. Este bibliógrafo refere-se a esta edição da seguinte forma: " ... a primeira também em 2 volumes feita, me parece, em 1766 ..." subentende-se pela sua incerteza que não conheça esta edição ou não tenha tido acesso a um exemplar.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, p. 537.
Parnaso Lusitano (1826) t.I, xlij
Pinto de Matos (Manual Bibliographico Portuguez, 1878) p. 483: a primeira edição é rara embora menos estimada que a 2ª, por ser mais completa.
Domingos Reis Quita (1728-1770] foi cabeleireiro de profissão, e " ... começou por versejar na barbearia em que trabalhava. Posteriormente conviveu com Correia Garção e Cruz e Silva, tornando-se a terceira figura da Arcádia Ulissiponense com o nome de Alcino Micé-nio. As suas poesias, bucólicas e ao gosto arcádico, foram muito apreciadas pelos contemporâneos, mas só foram editadas em 1766. Postumamente, em 1781, saiu a Obra Completa, onde, além de éclogas, idílios, odes, sonetos, se incluem o drama pastoril Licore e as tragédias neoclássicas, ao gosto francês, Astarto, Mégara, Hermione e Cas-tro, nova versão notavelmente conseguida do drama de Pedro e Inês, que chegou a ser traduzida na Inglaterra por Benjamin Thompson. ..." (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, p. 537.)
Também Inocêncio II, p. 196 se refere ao autor como " ... o melhor dos nossos poetas bucolicos, e um dos primeiros socios admitidos na Arcadia Ulyssiponense desde a sua fundação em 1756, onde tomou o nome pastoril de Alcino Mycenio. As musas a quem serviu, e os grandes que com ellas honrou (como diz um nosso illustre critico) nunca o tiraram do seu officio; mas pôde pela força do seu ingenho elevar-se além da mediocridade, subindo da baixa condição social em que a fortuna o col-locára ao primeiro grau litterario, que só lhe disputam ignorantes, ou pre-sumpçosos, mas que nenhum homem de gosto deixará de lhe dar.
(...) Bastante se tem escripto ácerca d'este amabilissimo poeta, e do seu merito. ...".