A sua lista de compras está vazia.
- Referência: 15692
- Autor: BRANCO, Camilo Castelo
FOLHETIM DO NACIONAL. Revista do Porto.
- Preço: 1450.00 €
Descrição:
S. l. n. d. (1861). In-8.° de 7 págs. folha dobrada em 4, por abrir. Não se conhecem capas de brochura. No verso da última folha, ou última página, apresenta um fragmento de selo D. Pedro V de 5 reis. Vinco longitudinal antigo de dobra (possívelmente para ser expedido pelo correio), característica esta também presente nos exemplares descritos por Santos (1939) e por Carvalho (2002). Apresenta ocasional e insignificante foxing.
ESPÉCIE CAMILIANA RARÍSSIMA E DE COLECÇÃO.
Compreende na primeira página impressa, ao alto, os dizeres Nacional de segunda-feira 25 de Fevereiro de 1850 e terminando, na mesma página, com “… Então – que é o Porto? “. A última página impressa, a nº 7, inicia-se com “a opinião publica, é às vezes um absurdo, e um admnistrador … “ e remata com CAMILLO CASTELLO BRANCO seguido de uma vinheta tipográfica de estilo romântico (ver reproduções do frontispício e última página).
Conhecem-se deste título, em opúsculo, duas edições distintas das quais uma passou despercebida por Henrique Marques e mais tarde por Manuel dos Santos. A bibliografia Camiliana do distinto e saudoso colega Manuel Ferreira, na ocasião do leilão realizado por intermédio da firma Soares & Mendonça em 1968, regista pela primeira vez o facto que, nem Manuel dos Santos nem José dos Santos, detectaram a diferença entre as duas edições distintas em que, a primeira edição apresenta menos texto impresso na primeira página. É José dos Santos, em 1939 na sua magnífica Camiliana, que descreve exaustivamente, e pela primeira vez, a edição (a primeira) da obra que agora apresentamos. Deste modo, e pela ordem cronológica que nos apresenta, e nos diz a Camiliana deste bibliografo camiliano, conhecem-se as duas seguintes edições:
- a primeira, em que na primeira página o texto termina com: “… Então – que é o Porto? “ n.º 388 da mesma Camiliana;
- a segunda, em que na primeira página o texto termina com: “… É o dous e dous são quatro,” n.º 476 da mesma Camiliana.
A primeira edição em opúsculo é apontada como sendo de 1861, pelo carimbo de correio que ostenta no verso da última página no exemplar do bibliógrafo. A segunda edição, de 1889, é da responsabilidade de Freitas Fortuna e destinada a brindar os seus amigos. Segundo José dos Santos, a primeira edição de 1861, foi “… executada, e distribuida gratuitamente, no Porto, em 1861, por ocasião do julgamento do egrégio romancista, com o propósito deliberado de o desprestigiar e deixar mal colocado ante a opinião pública e os juizes seus julgadores “.
O exemplar descrito em José dos Santos sob o número 388, e portanto da PRIMEIRA EDIÇÃO EM OPÚSCULO apresenta também um carimbo nominativo sobre fragmento de selo de 5 reis D. Pedro V (o mesmo exemplar descrito em Carvalho, em 2002, nº 156).
Refere José dos Santos que um exemplar deste opúsculo havia sido vendido no leilão da Camiliana de Carlos Macedo Branco, em 1927, por 2040$00 «o que
bem demonstra o muito aprêço em que o opúsculo é tido pelos numerosos admiradores e coleccionadores da tão fecunda quanto notabilissima obra literária de Camilo».
ALMEIDA MARQUES, 503
CARVALHO (2002), 156
FERREIRA (Soares & Mendonça), 1142
JOSÉ DOS SANTOS (1916), 101
JOSÉ DOS SANTOS (1939), 388 e 476
MANUEL DOS SANTOS, 514