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Descrição:
Na Impressão Régia, Lisboa, 1812 (e 1817). In-8º de 3 vols com 285-(1) , 345-(1) e 264 págs. respectivamente. Brochados e por aparar, perservados numa folha de papel fino da época. Frontispício do 3º volume com picos de humidade.
Páginas de rosto são gravadas a buril sobre chapas de metal e têm ao centro uma linda gravura assinada D.J. Silva com as armas de Portugal ladeados por dois anjos e a divisa. COM TODOS OS CADERNOS POR ABRIR e com as margens largas por aparar, mantendo as rebarbas e as margens desencontradas. Exemplar de colecção e bibliófilo, recomendando apenas serem albergados em caixas próprias do tipo slipcase.
PRIMEIRA, RARA e única edição.
Sobre esta obra, debruçou-se Almeida Garrett no seu Bosquejo da História da Poesia e Lingua Portugueza, dizendo que " ... António Ribeiro dos Santos foi imitador e emulo de Ferreira; poucos ingenhos, poucos caracteres, poucos estylo ha tão parecidos; senão que o auctor dos coros de Castro era muito maior poeta, e o cantor do Infante D. Henrique muito melhor metrificador. Esta ode ao infante sabio, algumas outras a varios heroes portuguezes, algumas das epistolas, e especialmente os versos que lhe dictava a amisade para o seu Almeno, são de uma elegancia e pureza de linguagem rarissima em os nossos dias ...".
António Ribeiro dos Santos (1745-1818) foi um cronista português, e censor régio. Ficou ainda ligado à criação da instituição que antecedeu a Biblioteca Nacional de Portugal em 1796, pelo decreto de D. Maria I que extinguiu a Real Mesa Censória. Estudou humanidades no Brasil e direito na Universidade de Coimbra, onde se doutorou, tendo exercido o magistério entre 1779 e 1795. Membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, foi também cronista da Casa de Bragança e censor régio. Homem de vasta cultura, aberto à modernidade no contexto de enciclopedismo que caracterizou a Europa das Luzes, dedicou-se aos estudos linguísticos, mas foi na historiografia que mais se salientou deixando, entre outros, inúmeros estudos sobre o povo e a literatura sacra hebraica, as origens e progressos da poesia portuguesa, a história das matemáticas, as origens e a evolução da tipografia em Portugal. (Wikipédia)
Ávila Perez, 6540 (rara).
Cândido Nazareth, 5887 (rara).
Inocêncio I, 253
Pinto de Matos, 491.
Descrição:
Na Typographia de J. F. Sampaio, Lisboa, 1839. In-8º de VI-162-(8) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele mosqueada com cantos, lombada em 5 casas abertas com florões dourados e rótulo de pele vermelha com dizeres, também dourados. Nítida impressão, de bonito efeito gráfico ao gosto romântico, sobre papel sonoro, de boa qualidade e gramagem. Rúbrica de posse no frontispício.
Obra publicada anónimanente e atribuida a António Augusto Correa de Lacerda (?-1868). Publicou duas obras, incluindo a que ora se apresenta, dividida em 5 cantos. Dom Sebastião é uma fantasia histórica sobre a morte do rei em que o autor narra como o Rei D. Sebastião, após sua derrota em África, é acolhido como guerreiro desconhecido pela família de um jovem árabe que fora salvo por ele em combate. Um amigo da família, filho de um português feiticeiro exilado, é pretendente da irmã do jovem salvo pelo rei, uma cantora que se apaixona por Sebastião. O pretendente, que quer usar o poderoso prisioneiro para ascensão política, força a família a entregá-lo, mas essa resiste e pega em armas para defender o hóspede, que acaba por morrer em combate ao final do poema. A narrativa encerra com o discurso arrependido do espectro do rei e a criação da sua volta no imaginário popular.
Obra com interesse para a história do Romantismo, dado o género romance, no sentido de poema narrativo longo de matriz medieval, foi tomado como modelo para a renovação literária, e no qual se encaixa o título que ora se apresenta.
NÃO REFERIDO NAS PRINCIPAIS BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS
Descrição:
Na Officina de João Evangelista Garcez, Lisboa, 1808. In-8º de 83-(2) págs. Encaderrnação moderna, meia inglesa com cantos em pele, dizeres dourados na lombada. restauros no canto superior direito da obra.
Invulgar obra e de elevado interesse.
Obra publicada numa altura em que a questão do Sebastianismo veio a lume com as Invasões Francesas. O autor desta publicação anónima é Pedro José de Figueiredo (1762-1826) filho de Caetano José de Figueiredo, cirurgião da câmara da rainha D. Maria. Estudou, e depois ensinou, latim, grego, filosofia e retórica, especializando-se em filologia. Foi correspondente e corretor tipográfico na Academia das Ciências de Lisboa, da qual também fez parte como sócio efetivo. Integrou comissões literárias destinadas à revisão de livros e outros documentos para impressão. Autor da célebre «Arte da grammatica portugueza…», publicada pela Impressão Régia em 1799 produziu obra consideraável ao longo de uma dezena de títulos.
Inocêncio VI, 415 afirma ter observado apenas um exemplar que estava nas mãos do seu colega José Pedro Nunes.
Descrição:
continuação do título:
... em a qual se responde a Hieronymo Franqui, e a outros, e se trata do successo da batalha, catiueiro, e dos que nelle padeceraõ por não serem mouros, com outras cousas dignas de notar. Copiado fielmente da ediçaõ de Lisboa de 1607. Por Bento Joze de Souza Farinha.
Na offic. de Joze da Silva Nazareth, Lisboa, 1785. In-8º de (20)-275 págs. Cartonagem coeva com papel marmoreado, com rótulo de papel manuscrito na lombada. Este exemplar foi do eminente bibliófilo, intelectual e pensador português Joaquim de Carvalho (carimbos de posse. Mancha de humidade ao longo de metade superior do terço final da obra. Restauros antigos nas duas primeiras folhas. SEGUNDA EDIÇÃO.
Ávila Perez, 4917.
Azevedo Samodões, 2077.
Conde de Ameal, 1520. ( "...é sem dúvida, uma das obras mais interessantes e que mais luz jorram sobre a infeliz e trágica jornada de Alcacer-Kibir e sobre as causas que lhe deram origem ..." ).
Conde da Folgosa, 2801 (obra rara)
Inocêncio III, 270 diz-nos: "... JERONYMO DE MENDONÇA, natural do Porto, e um dos que acompanharam a Africa elrei D. Sebastião, ficando captivo na batalha de Alca-cerquibir. Depois de resgatado voltou para Portugal, onde escreveu como testemunha ocular d'aquelles sucessos a obra seguinte, que dedicou a D. Francisco de Sá e Menezes, senhor de Penaguião, em 20 de Janeiro de 1607. (D'aqui se tira a pouca verdade e fundamento com que Agostinho Rebello da Costa na sua Descripção da cidade do Porto o dá falecido em 1590). (...) A obra gosa de estimação pela sua linguagem e estylo, e parece escripta em geral com sinceridade e bom conhecimento da materia. ...".
Monteverde, 3519.
Pinto de Matos, 397.
A obra relata a jornada do autor por África, onde ele descreve suas experiências e observações sobre a fauna, a flora e a cultura dos povos africanos. O livro está dividido em três partes, com a seguinte estrutura: o Livro Primeiro, dividido em 7 capítulos, narra as "rezões que teve el Rey dom Sebastião pera passar a Berberia", a partida da armada, a batalha, e seu fim. O livro Segundo, dividido em 18 capítulos, conta o que resultou desta batalha, da repartição dos cativos, da vida destes em Marrocos, entre árabes, Judeus e "Elches". Das fugidas e dos resgates. O livro Terceiro, dividido em 15 capítulos, evoca a "Vida & morte" dos "sete moços" martirios, Francisco da Esperança, Simão de Freitas, Fernão Gines, João Frances, Domingos, Amaro, e Antonio da Silva
A Jornada D'Africa é uma obra de interesse ao entendimento da visão europeia sobre a África no século XVI em que Jerónimo de Mendonça procurou aqui contestar as afirmações de Connestagio no seu livro «Dell’Unione del regno di Portugallo alla corona de Castiglia…»
Descrição:
Na Officina Antonio Rodrigues Galhardo, 1810. In-8º de (5)-114 págs. Encadernação antiga, finais séc. XIX, inteira em skivertex violeta. Alguma acidez própria da qualidade do papel.
Bom exemplar, mesmo com duas folhas facsimiladas (p. 65 a 68). Trata-se apenas da primeira parte, tendo saido em volume autónomo, a parte segunda no mesmo ano.
EDIÇÃO ORIGINAL deste polémico escrito do igual polémico autor, em que capítulo inuagural abre com "OS SEBASTIANISTAS - reflexões críticas sobre esta ridicula seita" manisfestando o seu repúdio ao mito sebastianista, de novo extremamente activo nesta época das Invasões Francesas, e que segundo o autor no seu prefácio: 'Na História Universal da Demência Humana, ainda não apareceu, nem aparecerá um delírio semelhante'.
Inocêncio IV, 183 e 199 diz-nos “Grande e acirrada polémica provocou a aparição desta obra, publicando-se contra ella e contra o seu autor um grande número de opúsculos impugnatórios, cujos títulos poderão ver-se nos artigos João Bernardo da Rocha, Fr. José Maria de Sá, Carlos Vieira da Silva, Fr. José Leonardo da Silva, D. Francisco da Soledade, Joaquim Agostinho de Freitas, Manuel José Maria da Costa e Sá, etc. – A todas estas impugnações respondeu José Agostinho. ...".
Descrição:
In-8º de 454-(1) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele vermelha com lombada de 5 casas abertas, gravada a pigmento negro e dourada com dizeres e filetes duplos. Junto ao frontispício vem um bom retrato de Camilo, impresso em separado. Preserva a capa de brochura anterior. Ligeiro aparo marginal. Pequena falha de pele no canto superior direito da lombada. Frontspício com ligeiras manchinhas de humidade,
PRIMEIRA EDIÇÃO desta bastante apreciada colectânea de escritos, primitivamente dada a lume em diversas publicações. BASTANTE INVULGAR.
(Compreende ante-rosto com os dizeres BOHEMIA DO ESPIRITO e verso em branco; frontispício textualmente descrito supra e verso com subscrição tipográfica TYP. DE ARTHUR JOSÉ DE SOUSA & IRMÃO // Largo de São Domingos, 58 – Nº telephonico,
131; página 5ª com PREAMBULO datada na página seguinte; o texto propriamente dito inicia-se na página 7 e decorre até à página 454 incluindo as ERRATAS e o INDICE)
ALMEIDA MARQUES, 353;
CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 841;
CARVALHO, 31;
CONDE DA FOLGOSA, 1143;
HENRIQUE MARQUES, 222;
JOSÉ DOS SANTOS (1916), 19;
JOSÉ DOS SANTOS (1939), 91;
MANUEL DOS SANTOS, 269.
Descrição:
Edição do autor, Porto, 1961. In-8º de 111-(1) págs. Brochado. Miolo impecável, apesar de assinatura de posse de poeta coimbrão da mesma geração. Capas com ligeiro amarelecimento marginal, provocado por exposição a fonte de calor.
PRIMEIRA EDIÇÃO de raro aparecimento no mercado.
Obra de estreia de José Augusto Seabra (1937-2004) que reúne composições escritas entre 1955 e 1961, que se distancia por sete anos do segundo título. Obra que se distingue pela " ... expressão de uma angústia, de uma solidão e de uma tristeza, que, sendo individuais, não decorrem do ensimesmamento do indivíduo na sua subjetividade, refletindo, antes, o contexto mental coletivo de que são eco; por outras palavras, o título A Vida Toda parece receber menos o investimento emotivo de um homem particular do que a expressão do humano ou de um certo humanismo ...".
Descrição:
(Instituto de Alta Cultura), Porto, 1953. In-4º de 610-(1) págs. Brochado, com as capas apresentando ligeiro foxing.
Trabalho de fôlego e grande amplitude sobre este caso típico português de organização comunitária, sendo até o primeiro estudo monográfico sobre uma comunidade rural situada sobre os dois lados de uma fronteira política.
Cancioneiro de Margot Dias. Desenhos de Fernando Galhano.
Descrição:
Companhia Portuguesa Editora, Porto, 1914. In-8º de (3)-199-(1) págs. Brochado. Ilustrado à parte sobre papel couché e com um grande mapa desdobrável representando aplanta da cidade romana de Milreu. Exemplar prejudicado por alguma acidez generalizada e por vezes alguma humidade marginal, sem no entanto perder a estrutura sólida do livro. Vestígios de fita gomada no pé da lombada e à cabeça da mesma.
Com uma dedicatória autógrafada.
No texto de introdução, logo ao abriar da obra, lemos: “... Publicando a Monografia de Estoi ou antes dessa cidade opulentíssima chamada Ossonoba, que, no dizer de Rasis, médico mouro, do século décimo, foi de todas as cidades do mundo a melhor — civitas inter eadem magnitudine pares de melioribus totius est orbis — dou por terminada a minha estéril carreira literária. Desejaria continuar na investigação de notícias referentes a cada uma das povoações do meu querido Algarve, mas os anos e os achaques com o seu natural cortejo não me permitem já tais ousadias ... ”
O autor Francisco Xavier de Ataide Oliveira (1841-1915) foi um destacado monografista algarvio, tendo colaborado como arqueólogo com o Estácio da Veiga, e escrito inúmeras obras de indole histórico das mais importantes vilas algarvias.
Descrição:
Typographia de Eduardo Roza, Lisboa, 1887. In-8º de 152 págs. Encadernação moderna em pele do diabo, meia inglesa. Aparo marginal, impressão sobre papel de boa qualidade, sem defeitos apontar. Exemplar muito limpo e fresco.
O trabalho constitui uma Dissertação de Concurso e é uma das primeiras tentativas de caracterização geográfica dos campos de Coimbra, compreendidos entre as bacias hidrográficas do Vouga e do Baixo Mondego, do ponto de vista agrícola, geológico. De igual forma, é descrita a faixa litoral com seus aglomrados populacionais, descrevendo o tipo de populaçoes residentes.
Obra muito curiosa e interessante pelas abordagens científicas que diz respeito ao arvoredo e às culturas produzidas nas diferentes secções da região estudada.
INVULGAR.
Descrição:
Imprensa a Universidade, Coimbra, 1861. In-8º de 271 págs. Encadernação coeva, meia inglesa em calf verde escuro, com dourados na lombada, à custa de ferros estilizados de elementos arquitectónicos. Siansi de manuseamento nos rebordos das pastas.
Originalmente publicada em 1819, no tomo 6º, parte 1ª das Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa.
Segunda edição, a primeira independente, desta importante monografia, talvez a primeira descrita na bibliografia Torreense, contendo importantíssimos subsídios para o estudo das invasões francesas, à custa de memórias frescas do autor sobre os acontecimentos napoleónicos regionais. Lindamente ilustrado com o brasão de armas e faz-se ainda acompanhar de uma grande tabela em folha desdobrável.
Os capítulos dizem respeito ao seguinte rol: «Senhorios, Alcaides-mores e Titulares da Villa», aos «Monumentos celebres, antigos e modernos», às «Ocasiões em que a Villa de Torres tem servido de residência ou Côrte dos nossos Soberanos» e ao estudo de «Algumas famílias antigas de Torres Vedras» e apêndice a transcrição da «Relação chronologica dos Juízes de Fora, etc…»; do «Foral Antigo e Moderno», do «Foral de D. Manuel» e do «Diploma do Senhor D. Affonso III».
Da história económica, a monografia oferece importantes subsídeos sobre agricultura, indústria, comércio e serviços, relativo ao território torriense, extendendo-se ainda à história da população e do ensino. Constitui uma obra de consulta obrigatória para os estudos históricos regionais.
Foi feita em 1988 uma edição fac-similada desta obra, nesta mesma edição.
Descrição:
Edições Gama, Lisboa, 1948. In-8º de 324-(1) págs. Brochado, em muito bom estado de conservação, miolo limpo, sem defeitos maiores apontar. Ricamente ilustrado em separado, sobre papel couché, com desenhos de instrumentos agrícolas, fotografias a fachadas de casas importantes, cenas de rua, paisagens fluviais do rio Sorraia, vistas parciais de aglomerados populacionais duas plantas. Apresenta ainda duas plantas desdobráveis.
A freguesia do Cousso, ou Couço, pertence ao distrito de Santarém, confinando com os concelohos de Ponte de Sôr, Montemor-o-Novo e Mora.
Descrição:
Vértice, Coimbra, s.d. In-8º de 7 págs. br. Capa de brochura ilustrada com um desenho de Ribeiro Pavia.
As separatas da prestigiada revista de cultura e arte VÉRTICE, tiveram uma tiragem de reduzido número de exemplares.
PRIMEIRA EDIÇÃO do poema, retomado mais tarde em 1971 no seu livro Poemas Inactuais.
RARO.
Descrição:
na capa lê-se, ainda:
"Summario: Paizagem e alma do Minho - Aspectos da natureza e da vida - Filões poeticos do vocabulario minhôto - As danças aldeãs - Origens mythicas da Canninha Verde - Aventuras dom juanescas do Malhão - Trabalhos agricolas - Folgas e folias - Peregrinações torrentuosas - A do Sameiro em 1904 - Espectaculo formidavel de um exercito de crentes Romarias e arraiaes - Noite de S. João - Sua relação com o culto solar - O Natal, a consoada, as janeiras, os Reis Magos e os autos hieraticos."
Livraria Viuva Tavares Cardoso, Lisboa, 1905. In-8º de (4)-287-(2) págs. Brochado com picos de humidade disseminados na capa anterior.
Primeira edição.
Descrição:
Empreza da Historia de Portugal, Lisboa, 1903. In-8º de (4)-270 págs. Encadernação meia inglesa em pele do diabo cinzenta com rótulo de pele vermelha gravada com dizeres a ouro. Aparo marginal generalizado, preservando as bonitas capas de brochura.
Ilustrações de Roque Gameiro.
Muito bom exemplar, em excelente estado de conservação desta INVULGAR PRIMEIRA EDIÇÃO ainda hoje apontado como uma referência para estudiosos e é ainda considerado o primeiro do género alguma vez escrito. O autor, Pinto de Carvalho, dizia ser “indubitável” que o fado só apareceu em Lisboa depois de 1840. “Até então, o único fado que existia, o fado do marinheiro, cantava-se à proa das embarcações” e foi esse estilo que “serviu de modelo aos primeiros fados que se tocaram e cantaram em terra”. Esta obra constitui um manancial de informação reconhecendo-se aqui o primeiro esforço para sistematizar as origens e evolução do Fado com uma biografia dos seus protagonistas.
Descrição:
Escriptorio do Almanak da Beira, Vizeu (1872). In-8º de 171 págs. Brochado com as capas impressas a duas belas cores conjugadas, verde e laranja. bonita publicação ao gosto da época, com alguns tipos românticos. Exemplar um pouco manuseado, mas em boas condições sem as tradicionais manchas que acompnham este tipo de publicações deste período. Apresenta largas margens desencontradas conferindo uma beleza bibliófila acrescida ao exemplar.
A secção literária apresenta a colaboração de João Gaspar de Lemos, Adelino Veiga, Dª Maria F. da Silva e V. Albano S. Saraiva, A . Barosa, José Leite de Vasconcelos, C. J. Duarte, José Maria da Costa Duarte, M. de Assumpção, D. Amélia P. Braz, Augusto Cesar, Charadista Beirã, L. M. D. C. Saavedra, , J.A.de C. Fontanellas, A. V. Loureiro, S. de Carvalho, Amelia Janny, Catão SImões, Bastos de Pinto, José L. de V. P. de Mello Junior, Candido Figueiredo, A. Barbosa, Frederico Guilherme, A. Sergio de Castro, A. Antues Braz, Flausino de Castro e C. Novaes. Deste rol, destaca-se a maior colaboração de Gaspar de Lemos, Leite de Vasconcelos e Adelino Veiga.
Efectuamos uma chamada de atenção para o facto de Leite Vasconcelos aqui ter publicações aos 14 anos de idade.
Descrição:
Tagol, Lisboa, 1988. In-4º de 60 folhas inumeradas e um mapa de grandes dimensões desdobrável. Encadernação editorial em sintético com Brasão d'Armas da Real Bibliotheca gravado na pasta anterior, esta com filetes duplos em cercadura. Dizeres dourados na lombada.
Edição fac-similada limitada a 3000 exemplares com a respectiva leitura do manuscrito anónimo onde se incluem 12 plantas de regiões, vilas, duas cidades que ao tempo existiam e uma carta. De grande interesse para a história do Brasil.
Ótimo exemplar, fac-simile rigoroso em pormenores de conservação, sem defeitos apontar.
Descrição:
Livraria Internacional de Ernesto Chardron-Editor, Porto e Braga, 1880. In-4º de 87-(8) págs. Brochado. No final, apresenta as 4 fototipias anunciadas sobre rostos ou portadas com composições tipográficas semelhantes às duas variantes da edição de 1572 dos Lusíadas. Variante com capas de brochura em amarelo. Nítida e muito cuidada impressão em papel de algodão superior, com os cadernos por abrir. Frontispício impresso a das cores, vermelho e negro. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto. Pequeno e insignificante corte marginal na capa
Belo exemplar, muito bem preservado.
Descrição:
Na Officina de Joaquim Thomaz de Aquino Bulhões, (Porto), 1815. In-8º de 78 págs. Brochado com papel estampado da época, de bonito efeito estético.
Os exemplares que têm aparecido à venda nos últimos anos, nenhum apresenta o nome do autor impresso (António Joaquim Mesquita e Mello), ao contrário do que apresenta o nosso exemplar aqui exposto. Alguns livreiros descrevem existirem duas edições deste poema publicado anonimamente, no mesmo ano de 1815. Em nosso entendimento, através do exemplar que ora se apresenta, sendo um dos que está identificada autoria por impressão do nome autor, concluimos que é a mesma edição, não havendo portanto lugar a duas edições distintas. O nosso argumento, é baseado na análise atenta aos tipos empregues na impressão do nome do autor "Por A.J.Mesquita e Mello" que se apresenta tão diferente em tipografia assim como a própria tinta utilizada, do resto dos tipos utilizados na totalidade da obra impressa. Isto sugere que alguns exemplares impressos com nome do autor, entraram com no plano de impressão da máquina tipográfica pela segunda vez, unicamente para impressão da autoria, o que pode justificar a escassez desta variante.
O livro descreve os acontecimentos da cidade entre 1807 e 1809 (momento chave da Guerra Peninsular onde os franceses ocuparam a cidade antes de serem expulsos), incluindo a invasão pelas tropas francesas do marechal Soult e a subsequente libertação. Apresenta na abertura da obra um longo Soneto de 62 páginas, dividido em dois cantos pela metade de número de páginas, seguindo-se Ode Saphica ao Grande Alexandre Imperador de todas as Russias para 3 folhas depois rematar com a Ode Pyndarica ao sempre invencivel Duque da Vitoria (por outras 5 páginas).
Inocêncio I, 162: " ... nascido segundo creio pelos annos de 1793 a 1796, por effeitos de uma febre maligna cegou totalmente aos dous annos de edade; o que não o impediu contudo de cultivar as letras ... compõe-se de quatro cantos em oitava rima, e sahiu sem o seu nome ..." e VIII, 186.
Monteverde, 394 omite este título.
Nestas condições, VARIANTE RARA e PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Livraria Civilização de E. C. Santos - Editor, Porto, 1883. In-8º de 281-(1) págs. Brochado com capas empoeiradas, manuseadas e miolo em bom estado com algum foxing.
Livro de estreia de Augusto Gama, com um prefácio de Camilo intitulado Bilhete de Pesames onde enaltece as qualidades do poeta Arnaldo Gama, pai do autor do livro.
Primeira edição.
Descrição:
Na Offic. Patriarcal de João Procopio Correa da Silva. Lisboa, 1802. In-8º de 222 págs. Encadernação coeva, inteira de carneira com dizeres simples dourados na lombada. Rúbrica de posse antiga no frontispício, algumas folhas com ligeiro foxing. Papel de boa qualidade, gramagem superior, conferindo um a sonoridade saudável quando manuseado.
Bonito exemplar, bastante raro com 6 canções, 14 epístolas, 4 odes anacreonticas, e outras pequenas peças.
Exemplares na BNP e Biblioteca Municipal de Elvas.
Inocêncio II, 437.
Francisco Manuel Gomes da Silveira Malhão (1757-1816) Advogado, poeta arcádico e fabulista. Fez estudos particulares de Latim e Música entre as vilas de Obidos, Pombal e Torres Vedras e de Retórica e Filosofia num colégio de Mafra. Em 1782 ingressou na Universidade de Coimbra, concluindo o curso de Jurisprudência em 1789, após o que começou a exercer a advocacia. Seria, porém, menos como estudante do que como compositor, cantor e tocador de modinhas e cançonetas, muitas vezes improvisadas, que desde a juventude se revelaria. Trata-se de uma poesia entre o sentimental e o satírico, com referências ora à vida escolar, ora à vida amorosa. E ainda autor de diálogos críticos e traduções, nomeadamente das Odes de Anacreonte. Era irmão de António Gomes da Silveira Malhão, cujos poemas publicou juntamente com a edição da sua própria Vida e Feitos — obra autobiográfica e antologia de seus textos em prosa e em verso, que, por outro lado, dá a conhecer uma visão quixotesca do amor. Usou por vezes o pseudónimo de António Castanha Neto Rua, ao passo que o poema A Vaidade Ridícula é subscrito por José Rafael da Silveira Pequenito. (in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, p. 571, Lisboa 1991
Descrição:
(Typ- do Diario de Noticias, Lisboa), 1895-1896. In-8.º de 14 números ao longo de 192-32 págs. Encadrnação artística inteira de pele grenat com cercaduras duplas e estrelas nos cantos, douradas nas pastas e com uma vinheta florística gravada ao centro e a sêco, na pasta anterior. Lombada de 4 nervos com dourados em casas fechadas, e dizeres também dourados. Pequenas manchinhas e restauros marginais que por vezes ofende levemente a mancha tipográfica em especial no último número. Antes do número inaugural, vem um retrato de Camilo da autoria de Ernesto Condeixa. Com um ex-libris no verso da pasta anterior.
Colecção completa, estimada e muito rara, deste notável publicação periódica, com especial interesse para os camilianistas, pois insere relativamente a Camilo os seguintes estudos: Notas Camilianas, por Diogo José Soromenho; Cartas Notáveis de Camillo Castelo Branco, apreciações de J.C.A. Motta Junior e Camiliana - Notas do grande escrritor em livros, que foram da sua biblioteca por Mello Freiras. A numeração recomeça a partir do 2º ano de publicação com o número 13. Da colaboração de Camilo constam as Cartas no números 5, 6 e 7. Referente ao Camilo aparecem artigos de Diogo José Soromenho (nº 1, 2, 3, 5, 9, 10, 12, 13 e 14) e de Melo Freitas (nº 4 e 6).
No final do volume, apresenta-se encadernado um número da revista DOS PRELOS (Boletim de novidades bibliográficas da Parceria Antonio Maria Pereira, ano II, nº 20, julho e agosto de 1929) com um belo e curioso artigo de Cardoso Marta intitulado MANIAS DE BIBLIÓFILOS
Descrição:
J. Bernardino editor, (Porto), s.d. In-8º de 22 págs. Brochado com capas apresentando manchas de acidez acentuada, estando o miolo muito limpo.
Na capa de brochura os seguintes dizeres JOSÉ LUCIANO DE CASTRO. Do Jornal “Porto e Carta” de 1855 de que foi redactor Camillo Castello Branco.
Inserido nos Estudos do Coração e do Figado. D. Rosario dos Cogumelos pseudónimo literário de Camilo foi utilizado durante o ano de 1855.
Edição única isoladamente publicada deste muito curioso e apreciado escrito de Camilo, publicado sob pseudónimo.
Não referido nas bibliografias consultadas.
Nestas condições RARO E PEÇA DECOLECÇÃO.
Descrição:
Typographia Rangel, Bastorá, 1898. In-8º de (7)-245-(1) págs. Encadernação modesta meia inglesa em skivertex azul, com dourados desvanecidos na lombada. Rúbrica de posse na primeira página de poemas e no final da obra. Aparo generalizado e sem capas de brochura.
Obra em edição original (não se conhece outra edição) de raro aparecimento no mercado, e impressa para a Comissão Comemorativa do Centenário da Índia. Constitui um livro de mandós (canções da terra) trasladados pelo autor para portugês " ... com toda a fidelidade de linhas e de contornos, para que não se perdesse a simplicidade nativa e orginal ..." e escritos quando tinha 20 anos de idade.
Floriano Barreto (1876-1904) pertence à geração de poetas goeses que escreveram entre a última década do século XIX e as primeiras duas décadas do século XX animados por uma apologia à literatura goesa do passado, a que Bragança Cunha chama de «sentimento indiano» e «sensibilidade indiana». Segundo Chiovetto & Garmes, " ... ele pertence ainda a um movimento de escritores da busca selectiva do que foi deixado de lado com a colonização lusitana, que perdurou até meados de 1850, e que alguns críticos chamam dse indianismo de Goa designação inspirada no indianismo brasileiro de Gonçalves Dias, José de Alencar, entre outros, que associaram a identidade indígena à origem da identidade nacional brasileira. No caso de Goa, que jamais se constituiu em uma nação independente, o indianismo se revelou como uma forma de nativismo, que valorizava a especificidade da identidade goesa frente à identidade da metrópole portuguesa e de outras regiões coloniais do império português ...". (Vitória CHIOVETTO & Helder GARMES, in Metalinguagens, 2021, v. 8, n. 4, Dezembro de 2021, p. 97-115)
" Floriano Barreto nascido em Margão finou-se no Porto na frescura da mocidade, apenas com 28 anos. A pequena obra que deixou, consta dum volume, intitulado Falenas, feixe de peças que abrangem vários temas. Mais descritivo e verbalista do que lírico, Floriano Barreto sobressai todavia pela suavidade de rima embora a forma dos seus versos revista de quando em quando artificialismo e monotonia. No poema que consagra à Bailadeira da India deplora, em inertes alexandrinos, a miserável condição em que a infeliz se arrasta.".(CRISTO, Manuel Filinto Dias - Esboço da história da literatura indo-portuguesa. Bastorá, 1963).
Outra bibliografia/referência na revista O OCCIDENTE, 22º ano, nº 730 (10 de Abril de 1899).
Descrição:
Artis (Lisboa, 1963). In-8º de 12 págs e 17 estampas impressas à parte, albergado num "portfólio" cartonado editorial. Integrado na colecção de arte contemporânea.
Com expressiva uma dedicatória autógrafa no frontispício.
Descrição:
sub-título:
«Comprehendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas entre as quaes figuram a das origens do Lualaba, caminho entre as duas costas, visita ás terras da Garanganja, Katanga e ao curso do Luapula, bem como a descida do Zambeze, do Choa ao oceano – Edição illustrada com mappas e gravuras».
Imprensa Nacional, Lisboa, 1886. In-4º gr. de 2 vols com XXVII-448 e XIII-490 págs. respectivamente. Encadernação em tela cinzenta clara, editorial policromada a negro e vermelho, em excelente estado. Obra ilustrada com desenhos no texto, 14 gravuras em extratexto (4 no primeiro volume e 10 no segundo), uma das quais de página dupla, 2 desdobráveis com diagramas de curvas meteorológicas e 6 mapas desdobráveis (4 no primeiro volume e 2 no segundo).
Raro foxing em apenas algumas páginas, e alguma acidez nos mapas, próprio da qualidade do papel sob acção do tempo, sem perder estrutura de suporte, aliás, bem firme.
De Angola à Contra-Costa constitui o livro, em dois volumes, resultante das viagens pelos dois exploradores portugueses Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens que, nos anos 1885 e 1886, efetuaram uma travessia da região austral de África, iniciada na costa angolana e terminada em Quelimane, Moçambique. Considerado um clássico do descobrimento científico interior de África, com fabulosas histórias e desenhos, é um relato fundamental consolidando a presença portuguesa no interior de África e servindo de base ao célebre Mapa Cor-de-Rosa, marco geopolítico do fim do século XIX. Capelo & Ivens relatam os choques cuturais entre europeus e africanos, no conhecimento de uns e no desconhecimento de outros em diversos assuntos do quotidiano, e da dificuldade de comunicação que tiveram com esses povos.
Em PRIMEIRA EDIÇÃO, esta é das mais conceituadas e apreciadas obras de toda a nossa bibliografia africana de viagens, numa esmerada e muito cuidada edição, impressa em excelente papel e enriquecida com numerosas gravuras impressas nas páginas de texto e em separado, além de diversos mapas desdobráveis, a cores.
Descrição:
Domingos Barreira, Editor, Porto (1943). In-4º de 167 págs. Brochado com capa de brochura ilustrada e assinada por Alberto de Sousa. Profusamente ilustrado. Lombada com etiqueta de ordem de biblioteca e ligeira mancha de humidade no pé, não extensível ao miolo.
No texto de introdução, lemos: " ... O grande número de jogos infantis que nos iam aparecendo entre as tradições populares de Santo-Tirso levou-nos a planear um trabalho, que pensávamos, talvez fosse útil como elemento educativo. Os jogos não têm apenas interesse para as crianças: atraem também a atenção dos historiadores.... "
Obra justamente apreciada em segunda edição, preferida à primeira, por ser bastante aumentada.
Descrição:
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil, Rio de Janeiro, 1949. In-8º de 228-(1) págs. Brochado. Exemplar impecável, com os cadernos por abrir, não obstante o tradicional amarelecimento do papel impresso, desta época. Com carimbos de oferta de editor no ante-rosto.
PRIMEIRA EDIÇÃO deste livro, proibido em Portugal pela censura do Estado Novo, muito bem conservado, sendo até nestas condições, RARO - PEÇA DE COLECÇÃO.
Terra Morta é um romance de Castro Soromenho (1910-1968), proibido em Portugal pela censura do Estado Novo (Relatório 2805 de 18 de Abril de 1945) e publicado no Rio de Janeiro, em 1949. Neorrealista, a obra retrata a vila de Camaxilo, locus horrendus no Nordeste de Angola, na época colonial. É a descrição da vida patética de uma pequena comunidade de colonos portugueses, comerciantes e funcionários do Estado colonial, que se esforça por manter a todo o custo uma certa honra e dignidade que o estatuto de homem branco, lhes confere. Inúmeras personagens, colonizadores e colonizados, homens e mulheres, interagem no enredo, pela voz do narrador, como se fossem actores históricos, úteis para pensar o Terceiro Império Português. As minas da Diamang e os cânticos dos trabalhadores contratados fazem parte do cenário, sendo, também, a obra um contributo importante para a história do trabalho colonial. O autor deixa uma mensagem não só de opressão, materializada em Camuari, a máscara da morte, como de luta contra esta, contada e cantada em outras histórias de resistência à violência colonial.
Descrição:
(Edição do Autor, Lisboa, 1956). In-4º de 16 págs. Brochado com linóleo na capa de Israel Macedo. exemplar em excelente estado de cosnervação, apresentando-se unicamente com uma ligeira e insignificante acidez marginal nas capas.
LIVRO DE ESTREIA em primeira edição de M. António (Mário António Fernandes de Oliveira, 1934-1989). Foi um consagrado poeta angolano, natural de Maquela do Zombo dos mais importantes do seu tempo tendo publicado em Távola Redonda e Mensagem. Foi activista político próximo do Partido Comunista Angolano e do Movimento Popular de Libertação de Angola. A partir de 1963 passou a residir definitivamente em Portugal, estando ligado à Casa dos Estudantes do Império e às actividades dos movimentos de libertação ali desenvolvidas. No mesmo ano foi galardoado com o prémio Ocidente para poesia, do Secretariado Nacional de Informação. Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, recebeu ainda, a título póstumo, o prémio Camões (embora o seu nome não conste da lista oficial de galardoados). A mesma Fundação instituíu, em 2001, um prémio literário com o nome de Mário António, que foi atribuído, nessa sua primeira edição, a Mia Couto (n. 1955), pelo romance O Último Voo do Flamingo (2000).
O livrinho apresenta dezanove poemas, escritos entre 21 de Outubro de 1951 e 8 de Setembro de 1954, que, explicitamente, ora evocam memórias de infância ora transmitem impressões amorosas.
De RARO APARECIMENTO no mercado.
Descrição:
Publicações Tribuna, Lourenço MArques, 1962. In-8º de de 114-(4) págs. Brochado. Rúbrica de posse de poeta coimbrão da geração de sessenta na folha de ante-rosto. Capa e ilustrações , impressas á parte e coladas apenas no topo das folhas, da autoria de Jorge Garizo do Carmo (1927-1997).
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor que iniciou a colecção Cancioneiro de Moçambique e, segundo alguns críticos literários, é talvez um dos mais importantes de toda a bibliografia de Rui Knopfli (1932-1997).
Descrição:
Edição do autor, Lourenço Marques, 1959. In-8º de 95 págs. Brochado com rúbrica de posse de poeta coimbrão da geração de sessenta, no frontispício. Capa de brochura e interior com desenhos do próprio autor. Excelente estado de conservação deste exemplar apresentando-se muito fresco e limpo.
LIVRO DE ESTREIA, em PRIMEIRA EDIÇÃO de Rui Knopfli (1932-1997) do qual escreveu António Ramos Rosa na revista Seara Nova " ... a sua voz destaca no concerto da poesia dos últimos anos, pela agressividade corrosiva, pela maneira directa com que fixa a realidade social e os seus próprios sentimentos, pelo sarcasmo com que a vitupera, pela rudeza viril ...". Em 1984 receebu o préio de poesia do PEN club. Fez parte de uma geração de moçambicanos expatriados, que inclui os poetas Alberto de Lacerda, Helder Macedo e Virgílio de Lemos, o cineasta Ruy Guerra, os filósofos Fernando Gil e José Gil, o arquitecto Pancho Miranda Guedes, o fotógrafo Pepe Diniz, a pintora Bertina Lopes e o ensaísta Eugénio Lisboa.
Descrição:
Afrodite, Lisboa, 1975. In-8º de 73-(7) pág. Brochado. Capa de brochura com ligeiros e insignificante foxing. Miolo impecável.
Preserva a bonita e poética cinta editorial " De Cara Lh Amas e Con Emas são feitos estes poemas alguns dos quais condenados pelo Tribunal Plenário de Lisboa ".
Apresenta intercalado no texto, alguns poemas visuais de feição concreta e experimental.
Primeira edição, muito invulgar.
Descrição:
(Tip. Sequeira, Ldª, Porto), 1921. In-8º de 136 págs. Brochado. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade, sedoso, de apuro gráfico ao gosto arte nova. Em muito bom estado com sinais de uso apenas na charneira.
Invulgar.
Descrição:
Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1880. In-8º de 98-(2) págs. Encadernação artística inteira de pele fina, lombada a 5 nervos dourada em casas fechadas, dourados também nos nervos, seixas e pastas com cercadura tripla. Corte superior das folhas com dourado. Preserva as capas de brochura. Preserva ainda uma folhinha volate de erratas que normalmente falha (mencionado por Inocêncio). Ocasional foxing exclusivo à capa de brochura e ante-rosto.
BELO EXEMPLAR, de colecção, da INVULGAR edição original.
Trata-se de um estudo lido na sessão solene da Academia Real das Ciências em 9 de Junho do ano em que foi publicado. Francisco Manuel Carlosde Mello (1837-1903), 4º Conde de Ficalho, foi um ilustre botânico português e escritor naturalista na temática das viagens e descobrimentos portugueses. Flora dos Lusíadas constitui a sua primeira obra publicada.
Inocêncio XV, 105 e 174.
Não referido nas bibliografias consultadas.
Descrição:
(Coimbra Editora, Ldª), Coimbra, 1949. In-4º de 36 págs. Brochado. Ostenta uma dedicatória autógrafa e datada.
Separata de 100 exemplares de Terras do Mondego. Com um mapa desdobrável representando a Bacia Hidrográfica do Mondego para melhor compreensão dos termos Terras do Mondego e Baixo Mondego. Trabalho desenvolvido cuja bibliografia são fontes documentais medievais em Rolos de Pergaminho depositados no Arquivo da Universidade e aqui enumerados.
Descrição:
continuação do título:
" ... contendo as biographias das pessoas que illustraram esta região por suas acções, escriptos, invenções ou valiosos serviços prestados; a descripção de todas as povoações com as respectivas noticias historicas, antiga e moderna divisão administrativa, eleitoral e judicial, noticia e analyses conhecidas das aguas mineraes, população de cada freguesia em 1732, 1864 e 1900, rendimento collectavel da matriz predial, as equivalencias das antigas medidas e pesos em todos os concelhos, noticia sobre os arrosaes, minas de carvão e ferro, calcareos, etc..."
(edição do Leiria Illustrada), Leiria, 1907. In-8º de 428 págs. Encadernação modesta em tela negra, coeva, com as pastas restruturadas. Mancha de humidade que ocupa as páginas do ante-rosto e folha de guarda. Assinatura de posse no verso de frontispício por Antonio Arthur Telles de Menezes, família conhecida em Fafe (Fidalgos da Luz) e viveram no séc. XIX no Brasil. Insignificante trabalho de traça restrito ao primeiro caderno, no canto inferior esquerdo.
Tito Benevenuto de Lima e Souza Larcher (1837–1906) foi um político e militar brasileiro do século XIX, com relevante actividade durante o período imperial do Brasil. Foi presidente da província do Amazonas, com carreia da admnistração pública ligada à carreira militar.
Obra publicada em fascículos periódicos que saiam como suplementos do Leiria Illustrada, tendo sido interrompido na página 428 como indica no final a nota do editor: "Suspendendo o Leiria Illustrada a sua publicação com este numero, acaba o nosso folhetim. O auctor vae porem fazer a publicação do Diccionario em fasciculos quinzenaes, de 16 paginas, grande formato, pago em series de 12 ou 24 numeros, a preço não superior a 50 réis o fascículo. - As pessoas que o desejem assignar devem dirigir-se ao auctor Tiio B. L. de Souza Larcher, Leiria - Acceitam-se agentes."
As entradas do dicionário começam com A-de-Freire (freguesia de Alqueidão da Serra - Porto de Mós) e terminam com Athouguia, extendendo-se a informação, ao longo de 12 páginas, dedicada aos respectivos Condes.
Notável obra com valioso repositório histórico-corográfico para o districto de Leiria.
Não havendo mais informações disponíveis, acreditamos que a obra tenha sido interrompida por falecimento do autor, em que depois da edição dos folhetos, ou cadernos, se realizou um frontspício para o conjunto, de posterior feitura, atestado pela diferente cor do papel utilizado.
TUDO QUANTO DE PUBLICOU - a BNP não tem um exemplar.
Descrição:
Na officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1761. In-8º de 2 vols. com XVI-169-III e IV-184-XIV respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira, um pouco coçada nos cantos e charneira, lombada com 4 nervos, decoração vegetalista bem ao gosto da época, dourada em casas fechafas e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Guardas coevas em papel pintado em tina manual. Papel saudável mantendo a sonoridade original. Pequena falta de pele no pé da lombada. Mancha de humidade no canto inferior direito das páginas preliminares. Duas rúbricas de posse, uma coeva no verso da folha de guarda, outra moderna, no frontispício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, MUITO RARA, não referida nas principais bibliografias consultadas de imponentes colecções de livros antigos.
Aulo-Gélio, 3070: "primeira e bastante rara"
Esta primeira edição não vem referida em Ávila Perez (p. 689)
Inocêncio II, 196. Este bibliógrafo refere-se a esta edição da seguinte forma: " ... a primeira também em 2 volumes feita, me parece, em 1766 ..." subentende-se pela sua incerteza que não conheça esta edição ou não tenha tido acesso a um exemplar.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, p. 537.
Parnaso Lusitano (1826) t.I, xlij
Pinto de Matos (Manual Bibliographico Portuguez, 1878) p. 483: a primeira edição é rara embora menos estimada que a 2ª, por ser mais completa.
Descrição:
subtítulos de cada um dos tomos.
I Tomo MOLICEIROS; II Tomo PESCADORES; III Tomo LAVRADORES; IV Tomo MARNOTOS E EMBARCAÇÕES FLUVIAIS; V Tomo (Primeira parte & Segunda parte) INDÚSTRIAS POPULARES – FEIRAS E MERCADOS; VI Tomo CULTO RELIGIOSO-USOS E COSTUMES-NOTAS SUPLEMENTARES.
Instituto de Alta Cultura, Lisboa, 1943. In-fólio de 7 volumes correspodnente a 6 tomos, em cartonagens próprias com estampas litografadas em separado. Capas desenhos e fotografias do autor. Obra profusamente ilustrada com dezenas de magníficas estampas a cores numeradas de I a LXI em folhas á parte e centenas de fotografias a negro representandpo costumes, cenas do quotidiano com figuras populares no trabalho, pormenores de utensílios etnográficos, de lavoura entre outros, reproduções de obras, desenhos técnicos, figuras, esquemas e mapas, etc ... Obra de referência para os estudos etnográficos consagrados à região de Aveiro, impressa em papel de qualidade e encorpado.
Conforme é explicado na Nota do 6º tomo, as 4 estampas XLI, LI, LII e LV iriam ser impressas e distribuídas posteriormente, facto que nunca chegou a acontecer.
EXEMPLAR COMPLETO com tudo o que foi publicado, em excelente estado de preservação, tal como publicado. DE DIFÍCIL APARECIMENTO NO MERCADO, quando completo.
Lê-se logo à entrada do conjunto: “Com o tômo presente, MOLICEIROS, inicia-se, por uma das mais características ocupações do litoral português, a publicação de “Estudos Etnográficos” coordenados sob o patrocínio do Instituto para a Alta Cultura. (...) Cada Povo tem, no seu molde etnográfico, a melhor expressão de personalidade. Lição e resumo das Tradições e da Posição Geográfica de qualquer povo no Mundo, êste molde, que em si mesmo revela a essência e projecção do espírito popular que o anima e exterioriza, é o mais imediato aspecto de identificação na sua vida de relação com os outros povos. Coordenar, para divulgação e estudo, os elementos que constituem o molde etnográfico português, é o objectivo imediato dos trabalhos de investigação em curso que tiveram, por campo inicial de acção, a área do Distrito Administrativo de Aveiro. MOLICEIROS, o primeiro dos seis tomos, em que se desenvolvem as investigações ali realizadas, refere a mais rica das indústrias populares daquela região que é simultâneamente um dos mais belos aspectos da etnografia do País ... ”.
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa,1880. Enc. In-8º de 189-(1) págs.+ 1 mapa desdobrável. Encadernação coeva, meia inglesa com cantos, em skivertex com dizeres dourados na lombada. Preserva capas de brochura, apenas aparado à cabeça. Bom exemplar.
Ilustrada com uma planta da Vila de Mértola em folha grande desdobrável e ilustrações no texto. Edição original da primeira grande monografia de fôlego, de índole histórico-arqueológica de Mértola. A obra faz um levantamento numismático das legendas de ambas as faces das moedas árabes e cristãs de Mértola. Faz ainda um levantamento da epigrafia pré-romana, romana, árabe e cristã que se encontra reproduzida a partir de gravuras obtidas pelo método do decalque. Inclui a transcrição de documentos do Século XIII e do foral da vila de Mértola dado por D. Dinis.
Inocêncio XIX, 189
Descrição:
Livraria Civilização, Porto, 1945. In-8º de 321-81) págs. Brochado com os cadernos por abrir.
EXCELENTE EXEMPLAR DA PRIMEIRA EDIÇÃO duma tiragem especial em papel de melhor qualidade, formato superior, numerados e autografados por Teixeira de Pascoaes.
Lê-se no epílogo, palavras do autor: "Este livro, como o São Paulo, escrevi-o para os ateus inconformaveis ou idealistas, os ateoteistas, os que não cabem no passado nem no presente; e ambicionam um conceito da Divindade, fóra desse campo antigo das imaginações fabulosas. Nem me dirijo aos crentes absolutos ou fanaticos, os milionarios da Fé e da Bemaventurança, mas aos pobres de Deus, que o procuram no deserto da vida.
São João de Gatão, 17 de Outubro de 1944.
Descrição:
Typographia Leiriense, Leiria, 1898. In-8º de XV-(1)-424-60-(5) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele grenat acastanhado com filetes triplos dourados, florões a sêco, e dizeres estilizados, com tipos semi-gótico, também dourados na lombada. Aparo marginal generalizado e sem capas de brochura. Restauro no pé da lombada e guardas novas. Ligera acidez generalizada, própria da qualidade do papel, não afectando em ponto algum estrutura rígida de sustentação. BOM EXEMPLAR.
Ilustrações de página inteira representando fachadas de edifícios e monumentos. Apresenta um mapa desdobrável com informação demográfica da população de Leiria.
Trata-se da edição de um manuscrito anónimo escrito na primeira metade do século XVII e “ ... vae augmentada entre outras muitas cousas, com varias notas que lhe fez D. Fr. Francisco de S. Luiz, com a continuição da serie dos prelados do mesmo bispado até hoje, e com a estatistica das mortes, que em todo elle causou a invasão francesa ...”. Pode ser considerado “ ... como uma descripção e historia, não só religiosa e ecclesiastica mas tambem topographica e civil, de todo o bispado de Leiria ...". Desta obra conhece-se a edição primeiramente impressa em 1868 (com muito menos informação que esta que agora se apresenta) e outras duas executada posteriormente a nossa, uma delas e facsimilada pela Câmara Municipal de Leiria a partir de um exemplar da edição de 1868.
Esta segunda edição, preferível à que foi impressa em 1868 apresenta, além das gravuras abertas por Alberto em chapa d'aço, também muito mais informação topográfica, civil e religisoa do Bispado, além de dois opúsculos com numeração própria, nomeadamente: primeiro opúsculo "Confirmação da Fundação da Sé Cathedral de Leiria na Pessoa do seu Verdadeiro Fundador - Vm Bispo" e o segundo opúsculo "Chronica da Supressão do Bispado de Leiria".
Obra rara e de maior relevância para o estudo da história local e regional.
Descrição:
Librairie Hachette & Cª, Paris, 1872. In-8º de XXIV-268 págs. Encadernação coeva, inteira de skivertex preto, com rótulo em pele vermelha com dizeres dourados na lombada. Apresenta um grande mapa desdobrável, representando parte do continente sul-americano , expondo na totalidade o território do Brasil. A carta é da autoria de J. Belin de Launay.
Trata-se da tradução francesa por Felix Vopgeli à edição inglesa de 1869 e corresponde a uma descrição da viagem realizada ao longo de 16 meses entre Abril de 1865 e Julho de 1866, com grande destaque às observações naturais da geologia e paleontologia, fauna e flora (com recolha de 582 espécies de palmeiras). Descrevem de igual forma o Rio de Janeiro, Manaus, o rio Amazonas, Ceará, escravatura, Museu de História Natural, Instituições Públicas, etc ...
Autoria de Luis Agassiz (1807-1873) e Elizabeth Cabot Cary Agassiz (1822-1907).
Este título consta na Biblioteca Mindlin (depositada USP).